quarta-feira, 13 de maio de 2009

Hora de agir com sabedoria


Quem conhece os diretores do Ipatinga, sabe como eles gostam de arriscar. Durante oito anos, essa metodolongia deu certo, com conquistas e êxitos antes nunca imaginados por muitos na cidade. Campeão mineiro em 2005, uma boa posição na Copa do Brasil no ano seguinte, o acesso à série A do Brasileiro. Uma história de vitórias que acabou se desmoronando em 2008.


Vieram os rebaixamentos no Mineiro e no Brasileito, neste com uma das piores campanhas da história. Muita gente atribui a isso à soberba e presunção do presidente Itair Machado. Não acredito, mas pode ser que as pessoas estão certas. Veio o pesadelo do Módulo II do Estadual e um título a duras penas garantido somente na última rodada.


Agora chega o Brasileito da série B e o time volta a sonhar com o acesso. Infelizmente, não acredito que o Ipatinga tenha condições de subir, até mesmo porque as contratações foram falhas e os times concorrentes estão mais bem preperados. Vasco, Bahia. Figueirense, São Caetano, Ponte Preta, Coritiba e Guarani estao no páreo. O Ipatinga não.


Nesse momento, seria preciso que diretoria demonstrasse a maturidade que faltou em 2008 e nao passe a cobrar de seus jogadores o acesso imediato. Isso pode gerar um grande problema de ego, que pode culminar com a queda à série C em 2010.


Os times que citei fizeram um bom campeonato estadual, com exceção de São Caetano e Figueirense, mas mantiveram a base e isso é importante. O Tigre enviou uma barca sabe-se-lá para onde e sabemos que isso é sempre um problema.


Talvez seja hora de pensar pequeno, em nao cair de divisão, para fazer um Mineiro forte ano que vem e, aí sim, entrar em condições na série B em 2010.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Amor pelo futebol



Venho de uma família nem tão tradicionalmente mineira, apesar de ter mae e pai criado sob a égide de pais rigorosos, em tempos dificeis de um Brasil rural da década de 40. Mesmo assim, uma coisa coloca meus familiares numa ótica globalizada. O amor das mulheres pelo futebol. Mae, irmãs, namorada, todas carregam em comum a paixão pelo esporte mais popular do planeta.


E para completar isso, a empresa de consultoria SPORT+MARKT realizou uma pesquisa em 2 países, inlcuindo o nosso, intitulada “Women’s Word Football”, que revelou que as mulheres já representam 38% entre os fãs do esporte no mundo todo. Foram entrevistadas mais de 20 mil pessoas e, de acordo com o resultado, estima-se que são mais de 300 milhões de mulheres entre os 800 milhões de fãs que o futebol tem pelo planeta.


E quando o assunto é seleção nacional, a quantidade de homens e mulheres que torcem pelo selecionado é quase o mesmo. Outro fenômeno que a pesquisa revelou: na média, as mulheres fãs do futebol consomem mais produtos ligados ao esporte do que os homens.


Salvem as mulheres

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Base mais forte


O futebol de base no Vale do Aço cresce a cada dia. Mas o que por um lado deveria se visto como algo interessante e necessário, por outro levanta uma nova questão:

a presença de empresários de diversas partes do Brasil atuando fortemente nos clubes elimina o que a região sempre teve como ponto chave: a revelação de jovens atletas. Com exceção do Acesita Esporte Clube, equipes como Aciaria e Ipatinga optam por trazer jogadores de outros estados, valorizando somente atletas que já chegam com algum pedigree.

Isso mostra que a vocação atual no esporte está diretamente ligada ao capitalismo e não para a formação de atletas e, automaticamente, na descoberta de talentos nas três maiores cidade do Vale do Aço.

Para conhecer o destino dos jogadores basta ir a um determinado local de treinamento. Na Aciaria, grande parte do grupo é do ES, outros da BA. No Ipatinga, muitos são vinculados ao Cruzeiro.

De imediato, inexiste o vínculo com o clube e, em qualquer oportunidade (assim como o profissional) saem em busca de novos mercados, por mais que os destinos sejam os piores possíveis.

Vida de jogador é assim mesmo! Resta saber o quanto dura

domingo, 26 de outubro de 2008

Demorou, mas foi

A cabeça de Márcio Bittencourt no jogo contra o Botafogo não estava no Ipatingão. Acredito que por isso ele foi demitido. Informações preliminares dão conta que o apartamento na beira mar, em Recife, já começava a ser ocupado por móveis da melhor qualidade.

Dessa forma, certamente, fica complicado pensar em outra coisa. Márcio segue para Recife, onde vai comandar a reformulação no elenco do Santa Cruz, sem deixar saudade. O estilo boleirão, malandro, despojado, não combina com uma equipe como o Ipatinga.

Chega agora Enderson Moreira, com o desafio que comandar o Tigre em pelo menos cinco vitórias em sete jogos restantes na competição. Sorte para ele. Mesmo que dê errado, trata-se de um projeto para o modulo B do Mineiro em 2009... sorte para ele

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Estréia


Um desfile de craques. No próximo dia 2 de novembro começa a Copa do Brasil de Futebol Feminino, competição que pela primeira vez tem um representante de Ipatinga.

Contra o Corinthians, da selecionável Cristiane, o Iguaçu, da capitã Jô (foto), espera mostrar todo o potencial visto no Campeonato Mineiro, quando obteve o título inédito.

Nas Olimpíadas, os brasileiros colocaram muito mais fé em Marta e companhia que na seleção masculina, que tinha em Ronaldinho Gaúcho a grande oportunidade de faturar o ouro. Deu bronze e muita crítica. Jà as mulheres ficaram com a prata com sabor de ouro. Valeu pela briga.


É desta forma que o Iguaçu pretende entrar em campo, colocando na ponta da chuteira tudo aquilo que se espera delas.


Ponto negativo 1:

Por um lado, fica a crítica sobre a participação de empresários locais na manutenção do time. Salvo raras exceções que sempre investem em esporte, seja ele qual for, o futebol feminino na região padece de investimentos. Sem dúvida, com um pouco mais de grana essas meninas teriam condições de chegar muito mais longe

Ponto negativo 2:

Como muitas atletas precisam trabalhar durante o dia, o Iguaçu só treina à noite. Por mais que as atividades sejam, de certa forma, intensas (de 19 às 21h de terça a sexta-feira), ainda é muito pouco para uma equipe que pensa em ser campeã nacional.

Ponto negativo 3:

Os jogos acontecem à tarde. Como elas treinam à noite, sem o calor costumeiro do dia, a parte física das atletas fica comprometida. É preciso criar alguma alternativa para não tomar goleada histórica do Corinthians.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Brigas em estádio: até quando?



Uma coisa em especial nos chamou a atenção no último clássico envolvendo as duas maiores forças do futebol de Minas: em vários pontos do estádio, mais especificamente nas antigas cadeiras numeradas (agora, especiais), era visível a presença, lado a lado, de cruzeirenses e atleticanos, vestidos com as camisas do clube do coração, sem brigas e desavenças.


Seria bom se fosse sempre assim. Cada um do seu lado, celebrando o amor ao clube, sem confusão, na paz, preocupados apenas em vibrar na maior festa do esporte mundial.

Pena que isso acontece apenas isoladamente. Do lado de fora, no mesmo jogo, confusão generalizada do lado atleticano do estádio. Policiais utilizando de força extrema, pessoas dispostas a irem para a briga, verdadeiros marginais travestidos de torcedores.

Isso é que mancha o futebol. Fazer do esporte uma válvula de escape para os problemas do cotidiano pode deixar sequelas para a vida toda.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Investir é preciso

A necessidade de investimento no esporte de base é latente. A cada dia, quando conhecemos exemplos positivos de inserção social através do esporte, percebemos o quanto tal atitude é fundamental para melhorar a vida das pessoas.

Em Ipatinga, há poucos anos, era assim. Crianças e jovens tinham acesso às mais diferentes modalidades e faziam da prática esportiva algo rotineiro na vida delas. O atletismo, nessa época, chegou a ser o carro-chefe.

Hoje, atletas reclamam da falta de investimento municipal no esporte. Com os JIMI em alta, nada mais adequado que trazer à tona uma situação que há algum tempo não era problema, pelo menos visível como o que se vê hoje. Sem uniformes e materiais esportivos, o pessoal do atletismo de Ipatinga (não por acaso uma das melhores equipes do estado), teve que pegar as camisas com o nome da cidade estampado emprestado com os atletas da natação: espírito esportivo

O atletismo é a mazela do esporte. Não tem ricos praticando. Não tem filhos dos barões do aço correndo nas pistas. Ficar sem investimento é algo que já faz parte da rotina desse esporte. Não era para ser assim.
E não pensem que a culpa é somente do poder público, como questionam as delegações. Ele tem relação com a situação sim, mas é preciso também que os investidores privados não destinem parcelas de apoio somente ao esporte de alto rendimento. É preciso democratizar o apoio. pelo menos quando esse existir.